A constante demanda por atualização em Anestesiologia

atualização em anestesiologia

É fato que profissionais da Saúde e Medicina devem buscar se atualizar com frequência – o desenvolvimento de novos conceitos e o acesso a novas informações aliados à necessidade de manter a qualidade de vida dos pacientes pedem por isso. Da mesma forma, a demanda por atualização em Anestesiologia é intensa e constante; a especialidade carrega grande responsabilidade em sua rotina e enlaça tecnologia com foco na segurança e qualidade dos procedimentos/protocolos assistenciais.

No Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a Anestesiologia atua desenvolvendo atividades assistenciais para cirurgias de grande, médio e pequeno portes, de diferentes complexidades; atividades ambulatoriais de assistência pré-operatória, atendimento para o controle de dor aguda e crônica e assistência pós-operatória nas unidades de recuperação pós-anestésica e de terapia intensiva.

Em todo o complexo, são 370 os médicos da área, entre anestesistas e intensivistas: é o maior serviço de Anestesiologia do País, referência em assistência, educação e pesquisa na América Latina. A cada ano, são realizados milhares de procedimentos cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos.

A especialidade tem papel essencial na Medicina; seu profissional é treinado para cuidar não apenas da vida, mas da segurança do paciente durante os procedimentos pelos quais passa; em uma cirurgia, é preciso aprender a lidar com novos medicamentos, novas tecnologias e com as novas descobertas ligadas à saúde.

“Soma-se a essas necessidades o aumento brutal do volume de informações; a cada dois anos, dobra-se o conhecimento médico. Conceitos consolidados deixam de ser tão consolidados assim, então o profissional realmente precisa se atualizar, ou fica para trás”, afirma Dra. Cláudia Simões, coordenadora de Anestesiologia no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

A área tem muita tecnologia agregada – procedimentos como ventilação mecânica e monitorização hemodinâmica dependem de equipamentos e de softwares, o que reforça ainda mais essa questão. Ainda, são múltiplas as especialidades cirúrgicas em que atuam os anestesistas.

 

Título Superior é essencial

A residência da área dura três anos, com 60 horas semanais de atuação; quem se forma na residência pode prestar o Título Superior de Anestesiologia para se qualificar como instrutor.

A especialidade exige extrema qualidade em seus profissionais, daí a importância de se obter o título, oferecido pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia [SBAhq]. Ele garante a qualidade profissional dos anestesistas que serão responsáveis em centros de ensino e treinamento. É composto por uma exigente prova teórica; no ano seguinte, é feita a prova por entrevista.  

“Hoje, há vários cursos à distância que oferecem o preparo para o exame, mas nós, aqui do HC, fomos os primeiros a oferecer”, explica a Profa. Maria José Carmona, coordenadora da disciplina.

Lançado há cerca de quatro anos em parceria com a Escola de Educação Permanente (EEP), ele atualmente passa por uma revisão; as aulas estão sendo atualizadas e regravadas. “Temos discutido a possibilidade de incrementar seu conteúdo, com um direcionamento que responda à forma como o aluno estuda. Acreditamos que uma dificuldade dos alunos participantes do curso seja manter a disciplina do estudo, e precisamos nos aprimorar nesse critério, acompanhando seu cumprimento de tarefas e desenvolvimento”, diz Profa. Carmona.

Os residentes também têm acesso a vasto material para se manter em dia com os conceitos; todas as atividades de treinamentos da Anestesiologia desenvolvidos com a EEP são disponibilizados a eles. “Há cursos à distância e treinamentos a cada 15 dias, e eles são voltados não apenas para nosso público interno, mas para o externo também. Levamos nossa educação continuada para fora”, diz.

 

Abrangência imensurável

“São muitos os cursos disponíveis para os profissionais e interessados na área; só em reposição volêmica, por exemplo, temos uns quatro cursos. Recebo relatórios periódicos deles e o feedback é muito bom!”, afirma Dra. Cláudia.

Os cursos presenciais têm hoje grande abrangência; os organizadores recebem profissionais de todo o Brasil. “Muitas vezes, não sabemos o impacto gerado, a extensão do que é feito aqui. As pessoas vêm procurar os cursos e produtos pela chancela”, diz.

Ao que a Profa. Carmona completa: “Um dos cursos mais antigos que temos é o de Via Aérea Difícil; estamos na 25ª edição e atendemos 70 pessoas por seção, sendo um curso por semestre. Ou seja, já formamos mais de 2 mil pessoas; isso tem um efeito de segurança para o paciente fora do HC que é muito importante”.

Além da formação das pessoas, quando um médico interno é treinado para lecionar, ele também se qualifica, e é então capacitado com mais excelência: “Ele fica pronto para lecionar em congressos e representar nossa instituição lá fora. A verdade é que, ao longo dos anos, temos formado pessoas altamente qualificadas por meio desse processo de treinamento, que é contínuo”, explica a Profa. Carmona.

A disciplina disponibiliza um livreto que apresenta as atividades para o ano de 2019 – são mais de 30. Contate o departamento para retirar o seu. Conheça, ainda, outras características e a história da Anestesiologia do HC.