Dia do Médico – e quem são os nossos médicos?

Dia do Médico

Com base em dados do CFM – Conselho Federal de Medicina, pesquisas de 2018 apontam uma população de 414 mil médicos no Brasil, dos quais 62% são especialistas.

Existe uma concentração bastante clara de médicos no Sul e Sudeste do País, o que intensifica a disparidade assistencial. Em capitais destas regiões, a razão “médico por mil habitantes” atinge índices similares aos da Alemanha – 5,63, por exemplo, é a média das capitais do Sudeste; enquanto nas capitais do Norte e Nordeste, este índice nos aproxima dos países africanos.

Apesar disso, vemos uma crescente inserção de médicos no mercado, de forma que nos próximos anos teremos uma injeção de quase 30 mil médicos a mais no país, por ano. Assim, o número médio brasileiro de 1,98 médico por mil habitantes em 2018 deve se aproximar de 3,51 em 2030.

Mesmo com todo este crescimento de médicos se formando nos próximos anos, o número de vagas em residências e oportunidades de aprimoramento e especialização não está acompanhando a perspectiva.

Existe, ainda, a preocupação com a qualidade do ensino da medicina. “O comportamento dos alunos de hoje não é o mesmo de antigamente, e ainda estão todos se adaptando. E isso se aplica à aprendizagem. Portanto, precisamos de diversas metodologias somadas para garantir um treinamento adequado para alunos e residentes de medicina”, afirma o Prof. Dr. Décio Mion Jr., Diretor da Escola de Educação Permanente do HCFMUSP.

 

Necessidade de atualização nunca foi tão grande

Duas outras tendências são observadas: o número de mulheres ingressando e se formando em curso de medicina é crescente. Considerando a população total de médicos atual, temos um percentual de 46%, sendo que na faixa etária de até 34 anos, este percentual já supera os 50%. A outra tendência é a “juvenilização”; com a grande injeção de médicos recém-formados, a base da pirâmide em termos de anos de experiência fica significativamente maior.

O equilíbrio de gênero, sem dúvida, traz benefícios à medicina atrelados à diversidade, o que tem se mostrado fundamental para o atingimento de resultados no mundo corporativo. Quanto à natural “juvenilização” da população médica, observamos que por questões geracionais os novos médicos estão mais bem adaptados à tecnologia, nos dando mostras de que a velocidade de avanços na medicina tende a ser crescente.

Neste cenário, se achávamos que a necessidade de atualização para o médico era grande, a tendência é de que seja ainda maior. “O médico vai precisar ter formatos e modalidades distintas de conhecimento disponível, de acordo com o momento e a necessidade de atualização”, complementa o Prof. Décio.

Assim, neste Dia do Médico, a Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – EEP – deseja a acadêmicos, residentes e demais médicos do País um futuro promissor; e se compromete a compartilhar cada vez mais conhecimentos, seja por meio de cursos presenciais ou a distância, nas mais diversas modalidades; principalmente, se compromete a trazer soluções de aprendizagem cada vez mais modernas e adequadas às necessidades de atualização, como já acontece em nossos Centros de Simulação Realística e de Treinamento com Realidade Virtual.

Convidamos, ainda, a conhecer os cursos a distância, as especializações que estão sendo abertas e outras opções de treinamento, que permitem o acompanhamento de nossos profissionais e a rotina do Hospital das Clínicas. Acompanhe em nosso site e em nossos perfis nas redes sociais: Facebook, Instagram e LinkedIn.