Enfermagem do HC: um exército da salvação!

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Quantos profissionais você acredita que compõem o quadro de Enfermagem do HC – ou melhor, dos seus nove institutos? Novecentas pessoas? Duas mil? Quatro mil?

Atualmente, a equipe de enfermagem do Complexo HCFMUSP, entre auxiliares, técnicos e enfermeiros, representa um terço do total de seus funcionários: é de 6.600 profissionais, com o atendimento de 2.500 leitos.

Sim, há mais de 6 mil colaboradores da Enfermagem no quadro do hospital, trabalhando em áreas variadas entre si, como Oncologia, Ortopedia e Psiquiatria, mas, ao mesmo tempo, atuando de forma padronizada e uníssona.

Isso é possível graças ao Comitê de Integração de Assistência em Enfermagem (CIAENF).

 

Câmaras técnicas: o olhar para a assistência

O HC é formado por vários institutos, prédios independentes voltados para o atendimento de uma ou mais especialidades. Alguns são bastante conhecidos, como o InCor, por exemplo, que concentra os atendimentos relativos à Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular, Pneumologia e Cirurgia Torácica.

Cada um destes institutos tem a sua estrutura de Enfermagem chefiada por um Diretor, que o representa no Comitê. “Além dos nove institutos, a Escola de Enfermagem da USP e o Hospital Universitário também participam, para fazer o alinhamento da teoria com a prática”, explica Solange Fusco, presidente do CIAENF e, há cinco anos, Diretora de Enfermagem do Instituto de Psiquiatria (IPq).

Abaixo do comitê, existem as câmaras técnicas, que abordam um conteúdo menos focado em gestão e mais assistencial. São cinco as câmaras técnicas, que contam com um enfermeiro de cada instituto, empenhados em disseminar padrões e boas práticas para todo o corpo de colaboradores da área. O olhar para esse aspecto cresceu tanto que, pela primeira vez, este ano o Congresso de Enfermagem do HC – CONAENF teve como foco o desenvolvimento permanente dos profissionais da área.

A mais caçula das câmaras é a de sistematização de enfermagem/prontuário eletrônico. “Com a alta demanda e o avanço da tecnologia, surgiu a necessidade de atualização da Enfermagem também sob esta perspectiva de sistemas. O cuidado tem que ser individualizado, o que exige do enfermeiro o raciocínio clínico; afinal, como o médico, o enfermeiro também precisa fazer um diagnóstico do paciente. Assim, o sistema de prontuário eletrônica passa por uma padronização que, ao registrar a evolução do paciente, o próprio sistema responde com opções do que pode vir a acontecer, auxiliando o raciocínio clínico para que o enfermeiro não perca tempo – tudo dentro de uma padronização que possibilita o controle e a correção de processo, sempre que necessário”, explica Solange. Essa é uma das ferramentas que permite a unificação da Enfermagem do HC.

 

Gestão constante de riscos

“Enfermagem é muita gestão de risco”, afirma Solange. De fato, a área estabelece várias barreiras, por meio de protocolos de atuação, com o intuito de reduzir todos os tipos de risco. Estes protocolos são seguidos pelos profissionais de Enfermagem, sejam auxiliares, técnicos ou enfermeiros; se mesmo assim há problema, então o protocolo precisa ser revisto. Porém, se a falha é ocasionada pelo não seguimento do protocolo, é uma falha humana, e exige mais treinamento e controle. “Isso é o ser enfermeiro”, reconhece.

Sua atuação, assim, cobre várias frentes de trabalho – gestão de pessoas, assistencial, liderança. “É dar uma assistência individualizada, e não ver o paciente como uma doença. Entender suas necessidades biológicas, religiosas, sociais, psicológicas, globais – qual a necessidade dele agora. Você precisa ver a pessoa como um todo”, diz Solange.

A partir daí, entra a parte técnica – especializar o profissional em cada linha de atuação, e há muitas especificidades. Ser enfermeiro na Psiquiatria é totalmente diferente do que na Cardiologia, por exemplo; cada especialidade tem seus riscos e metodologias.

Inicialmente, havia apenas a graduação, que dura quatro anos. Com o tempo, foram surgindo cursos de aprimoramento profissional e, mais recentemente, a residência, que dura dois anos – no HC, ambos são oferecidos pela Escola de Educação Permanente (EEP) e os alunos recebem bolsa para cursá-los.

“Após a graduação, que é generalista, o profissional se sente mais seguro para atuar com uma especialização técnica. Mas, geralmente, ele primeiro começa a trabalhar, e depois parte para uma pós-graduação, então acaba aprendendo as especificidades do setor na prática. Os recém-formados acabam optando pelos cursos de aprimoramento e residência, como primeira opção de especialização. Mas tanto para este público, quanto para aqueles que escolhem uma área de atuação baseada na prática profissional, aqui no HC oferecemos cursos de Especialização em diversas áreas”, ressalta Solange.

Se você se interessou pela área, ou pensa em se especializar nela, consulte os cursos da EEP; você pode vir a integrar o verdadeiro exército de profissionais da Enfermagem do HC!