Praticar exercício físico pode auxiliar no tratamento para Alzheimer

Alzheimer

De acordo com um estudo desenvolvido por cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e publicado há pouco tempo pela revista Nature Medicine, a prática de exercício físico tem um papel muito importante na melhora de problemas cognitivos e transtornos neurodegenerativos, como o Mal de Alzheimer – doença sem cura, causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando memória, atenção e, até mesmo, linguagem.

 

Como funciona

Pesquisadores brasileiros, ao lado de estudiosos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, encontraram a relação entre a irisina, hormônio liberado pelo organismo quando nos exercitamos, e seus possíveis efeitos positivos para a memória.

Camundongos que receberam material genético manipulado para apresentarem sintomas semelhantes aos de Alzheimer não tinham irisina no corpo, mas, quando tratados com ela, melhoraram os resultados em dois testes de memória.

Junto ao estudo, os pesquisadores ainda descobriram que:

  • Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer; essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo;
  • A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memóriados camundongos afetados pelo Alzheimer;
  • A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físicona memória dos camundongos.

Segundo os cientistas, ainda serão necessários mais estudos para entender melhor como a irisina entra em ação e interage com o cérebro. Eles ainda destacaram que a recente descoberta pode abrir novos caminhos com estratégias terapêuticas que sirvam para mitigar a deterioração cognitiva em pacientes com Alzheimer.

“Testes em seres humanos ainda devem ser feitos, mas a possibilidade de poder desenvolver um tratamento com uma substância produzida pelo próprio corpo é alentador”, afirma a Dra. Analía Arévalo, coordenadora do curso de Especialização em Neurociências, da Escola de Educação Permanente (EEP).

Quer se aprofundar mais na área? A Especialização em Neurociências da EEP atrai profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros e terapeutas, que lidam com doenças neurológicas e pretendem ampliar seus conhecimentos no assunto, e também profissionais das áreas básicas científicas, que queiram enveredar por projetos na área neurocientífica.

O curso visa oferecer aos participantes amplo conhecimento das Neurociências, desde conceitos neurocientíficos básicos até aspectos avançados de processos cognitivos e mentais, o que passa pela metodologia científica, neurociências aplicadas, estatística e redação científica.