O aquecido setor da Enfermagem

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Fazer o curativo com técnica correta, aferir a pressão arterial, dar o banho no leito, garantir que o paciente tome os medicamentos certos nos horários exatos, atuar no atendimento de urgência e emergência – ninguém duvida da importância do profissional do setor da Enfermagem no cenário da Saúde, seja em hospitais, clínicas, unidades básicas de saúde centros de reabilitação, laboratórios, empresas, unidades de longa permanência ou home care, dentre outros. E a boa notícia é que o setor não apenas está como vem se mantendo aquecido para técnicos em Enfermagem e enfermeiros.

Mas qual a diferença? E, para os interessados na área, como saber qual escolher?

A atividade que envolvem o setor da Enfermagem é privativo de Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiro e só será permitido ao profissional inscrito no Conselho Regional de Enfermagem da respectiva região*. Ainda, os profissionais devem seguir o Código de Ética da área**.

O técnico exerce as atividades auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de Enfermagem, cabendo-lhe assistir o enfermeiro em atividades diversas – na prestação de cuidados diretos de Enfermagem a pacientes em estado grave; na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral em programas de vigilância epidemiológica; e na prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, entre muitas outras.

Já o auxiliar do setor da Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio atribuídas à equipe, como observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação; ministrar medicamentos por via oral e parenteral; fazer curativos; colher material para exames laboratoriais; prestar cuidados de Enfermagem pré e pós-operatórios; circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar; executar atividades de desinfecção e esterilização; e participar dos procedimentos pós-morte, também dentre muitas outras tarefas.

“Especificamente aqui na Escola, o curso de técnico em Enfermagem é oferecido em dois módulos: Qualificação Profissional de Auxiliar em Enfermagem e Habilitação Profissional de Técnico em Enfermagem, por quase dois anos, enquanto a graduação se dá em quatro anos de formação. O curso técnico amplia a escolaridade da população por meio da formação profissional e possibilita o ingresso mais rápido no mercado de trabalho àqueles que têm mais de 18 anos e o ensino médio completo, sendo pré-requisito para o módulo II a conclusão do módulo I”, explica a Enfermeira Maria Inês Portero da Silva, coordenadora dos Cursos de Enfermagem da Escola de Educação Permanente (EEP) do HCFMUSP.

 

Primeiro o técnico, depois a graduação?

Sim, ou não.

“O curso técnico é indicado para quem busca se colocar mais rapidamente no mercado e também para quem quer conhecer a área da Enfermagem antes de entrar de cabeça na graduação. Se o profissional tem dúvidas quanto à carreira, é interessante que frequente o curso técnico primeiro”, aconselha Maria Inês. “E o emprego vem, porque o mercado é mesmo muito aquecido; são muitas as possibilidades de trabalho em hospitais, clínicas e afins, e o técnico bem formado é sempre muito procurado”, ressalta. Da mesma forma, a procura por enfermeiros graduados bem formados também se mantém em alta.

“Leciono aqui desde 2000 e já tive alunos que se formaram no curso técnico, trabalharam, partiram para a graduação e hoje são professores também aqui na Escola. Essa base pode te dar a certeza do que você quer”, afirma Maria Inês.

Além do curso de auxiliar e técnico, a Escola oferece diversos outros programas de ensino voltados para os profissionais do setor da Enfermagem. Para o nível técnico, incluem-se cursos de especialização, como o de Instrumentação Cirúrgica, Estágios (o que depende de um convênio com a instituição de ensino) e o Treinamento Prático – Capacitação em Serviço, além de cursos EaD – Educação à Distância, que podem complementar os conhecimentos destes profissionais.

Dessa forma, na EEP, o aluno pode se decidir pelo técnico e, depois, durante a graduação, escolher as especializações que o hospital oferece. É preciso ressaltar que o curso técnico é realizado de forma presencial.

 

Bem precioso

“Na área da Saúde e, especialmente, no setor da Enfermagem, a atualização é importantíssima. Considerando-se as mudanças no perfil da população brasileira e mundial, as doenças emergentes e reemergentes e os avanços tecnológicos, não paramos de estudar e nos atualizar. Tem sempre coisas novas acontecendo, por isso recomendo aos profissionais da Enfermagem que nunca parem de estudar”, defende Maria Inês.

Fortalecendo essa premissa, a metodologia oferecida no curso técnico leva o aluno à busca do conhecimento e sua aplicabilidade, com ética, humanização e técnica.

É comum o aluno do curso técnico chegar um pouco acomodado do ensino médio, ou ainda alegar a falta de tempo para não se aprofundar. Na EEP, a história muda: ele precisa buscar o conhecimento, ter compromisso e disponibilidade para aprender. Há professores experientes e excelentes, muitas aulas práticas no laboratório da escola e o HCFMUSP como campo de estágio.  

“Sempre lembramos aos alunos que o conhecimento é uma coisa que ninguém tira de ninguém. Então, ele precisa aproveitar as oportunidades que a Escola oferece”, finaliza Maria Inês.

 

 

*Observadas as disposições da Lei º 7498, de 25 de junho de 1986, e respeitados os graus de habilitação, de acordo com o Decreto nº 94.406/87.

**Confira o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – Resolução Cofen nº 564/2017.