Neurociência ajuda homens a voltar a andar na Suíça

Voltar a andar

As Neurociências envolvem amplo campo do conhecimento científico. A área, que compreende diversos âmbitos, ocupa-se muito em estudar o sistema nervoso, visando desvendar seu funcionamento, estrutura, desenvolvimento e possíveis alterações. Foi nesse campo que médicos na Suíça auxiliaram três homens paralisados, devido à lesão na medula, a voltar a andar – eles já haviam sido informados de que passariam o resto de suas vidas em uma cadeira de rodas.

Para chegar ao resultado, um dispositivo elétrico foi inserido ao redor da coluna vertebral deles, o que impulsionou os sinais de seus cérebros para as pernas.

A ação também auxiliou os danos sofridos nos nervos da medula a regredirem. Agora, os pesquisadores esperam que este avanço e “milagre” inesperado permita que algumas pessoas paralisadas recuperem o movimento independente.

 

O impossível se tornando possível

David M’zee, de 30 anos, sofreu uma grave lesão na coluna sete anos atrás em um acidente esportivo. Um implante elétrico desenvolvido por uma equipe fez com que ele andasse mais de meia milha. O paciente contou que a capacidade de voltar a andar, embora por curtos períodos e sob condições controladas, havia mudado sua vida.

Ao participar de um teste liderado por um médico suíço, foi descoberto que o implante vertebral fez mais do que permitir que David andasse – houve um reparo inesperado da medula espinhal. Agora, ele pode andar até oito passos quando seu implante é desligado e esta é a primeira vez que isso ocorreu em uma lesão medular crônica.

Apesar do grande avanço, fora do laboratório é difícil para David andar mais do que alguns passos. Os sinais do implante logo se tornam desconfortáveis ​​e, portanto, não podem ser usados ​​o tempo todo.

Dois outros homens também conseguiram andar novamente, em graus variados. Gertjan Oskan, um engenheiro holandês de 35 anos, começou a recuperar alguns movimentos, e o ciclista Sebastian Tobler, de 48 anos, está de volta em uma bicicleta adaptada que é alimentada principalmente por suas mãos, mas também em parte por suas pernas.

Os pesquisadores acreditam que seu sistema irá melhorar e restaurar algum movimento para pessoas que perderam toda a esperança de voltar a andar. Testes maiores são planejados na Europa e nos Estados Unidos. Se tudo der certo, os pesquisadores esperam que o sistema se torne amplamente disponível.

 

Estudando as Neurociências

Dra. Analía Arévalo, coordenadora do curso de Especialização em Neurociências na EEP

“Os resultados dos testes dessas três pessoas são significativos e trata-se de um ganho incrível para a Neurociência. Foi estabelecida uma estrutura tecnológica para melhorar a recuperação neurológica e apoiar as atividades da vida diária após a lesão medular”, comenta a Dra. Analía Arévalo, coordenadora do curso de Especialização em Neurociências, da Escola de Educação Permanente (EEP).

Quer se aprofundar mais na área? A Especialização em Neurociências da EEP atrai profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros e terapeutas, que lidam com doenças neurológicas e pretendem ampliar seus conhecimentos no assunto, e também profissionais das áreas básicas científicas, que queiram enveredar por projetos na área neurocientífica. 

O curso visa oferecer aos participantes amplo conhecimento das Neurociências, desde conceitos neurocientíficos básicos até aspectos avançados de processos cognitivos e mentais, o que passa pela metodologia científica, neurociências aplicadas, estatística e redação científica.